POR QUE DEIXEI DE SER ESQUERDISTA
Muitos se escandalizam com o silêncio da esquerda diante de massacres e ditaduras. Eu não. A esquerda é, em sua essência, a religião do ódio. O objetivo do militante não é debater ideias, mas, como disse Saul Alinsky, "erradicar o inimigo da face da Terra". O adversário não é humano; é um animal a ser extirpado.
Ninguém abandona a esquerda por lógica, mas por decepção moral. Compartilho 7 momentos que abriram meus olhos:
1. O desprezo pelo sagrado: Vi um renomado professor marxista desdenhar da poesia sebastianista de Ariano Suassuna. "Eu não espero rei nenhum!", disse ele. Ali, vi que a ideologia não tolera a transcendência.
2. O olhar de ódio: Ao entrevistar um advogado da equipe de Baltasar Garzón, perguntei se Fidel Castro também não deveria ser preso. O olhar de fúria que recebi, em vez de uma resposta, foi minha lição sobre a seletividade da "justiça" revolucionária.
3. O horror no Vale do Ribeira: Li em Jacob Gorender o relato da morte do Tenente Alberto Mendes Júnior. Desarmado e refém, foi morto a coronhadas pelos "companheiros". Tinha 23 anos.
4. A lógica do genocídio: Ali compreendi que o assassinato de Alberto era o embrião de Mao, Stálin e Pol Pot. Se a guerrilha chegasse ao poder, aquela morte seria multiplicada por milhões.
5. A culpa do linchamento: Há 30 anos, participei do linchamento moral de um amigo inocente por razões políticas. Tentei racionalizar, mas era apenas imoralidade. Anos depois, recebi seu perdão.
6. O martírio de Paulo Francis: Ele foi profético e heroico ao denunciar a corrupção na estatal que todos conhecemos. Seu coração não suportou a perseguição implacável.
7. O marco fundador: O corpo de Celso Daniel em uma estrada de terra é o símbolo da ditadura que vivemos hoje. É o rastro de sangue que leva até a perseguição atual contra Jair Bolsonaro.
O ódio é o combustível da alma esquerdista. Para eles, a morte do outro é apenas estatística; para nós, é a perda da alma eterna.
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