Uma geração doente
Tenho pena dessa geração de jovens e adolescentes criados sem orientação e atenção, seus pais são os celulares, ninguém tem tempo pra um diálogo.
Agradeço a Deus por ter vivido em um tempo que a maioria dos bairros ainda eram várzeas e locais descampados eram o nossos quintais, tinhamos espaço para jogar bola, andar de cavalo, nadar nos rios e lagos.
Brigas nas escolas já existiam, tudo era resolvido no tapa, nunca viamos uma arma nessas ocasiões, no outro dia ninguém lembrava mais da briga, e fora do local ninguém ficava sabendo de nada não havia internet.
Bullying era um negócio inimaginável, a molecada eram chamados de quatro olhos, baleia, macaco, zoião, barriga d'agua, amarelo, sagui, burro, doente etc, a vida era tão saudável que ninguém ligava pra isso.
Aventura perigosa era roubar caqui no português, nadar no rio Baquirivu, atravessar a nado o lago azul, entrar no circo sem pagar, tomar a namorada do outro, jogar bola contra um time quase profissional, brincar de índio e ficar amarrado a noite toda e a família procurando.
Hoje em dia ninguém tem espaço pra nada, as escolas parecem um presidio, os pais passam o dia dentro de uma condução pra ir trabalhar e voltar, filhos ficam a mercê do celular e do traficante da esquina, a maioria das pessoas vivem assustadas, estressadas, tristes e deprimidas, alguns até querem ajudar outros, mas estão muito ocupados com seus próprios problemas.
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