O CORVO E A JARRA
Um dia quente de verão, daqueles em que o sol arde e obriga todos os animais a se protegerem à sombra das suas cavernas e toca.
Um corvo negro como o carvão começou a se sentir muito cansado e morto de sede.
O embaraço era tão grande que todo o campo estava seco e não havia água em lugar nenhum. O corvo, assim como outras aves, foi forçado a afastar-se da floresta e sobrevoar as áreas vizinhas na esperança de encontrar um lugar para beber. Nessas circunstâncias, era difícil navegar pelo céu, mas tinha que tentar porque já não resistia mais e estava prestes a desfalecer.
Não viu nenhum lago, não viu nenhum rio, não viu nenhuma poça.
A situação era desesperante.
Quando sua língua já estava áspera como um trapo e lhe faltavam forças para mover as asas, viu um jarro de lama no chão.
Oh, uma jarra jogada na relva.
Espero que tenha água fresca.
Desceu, pousou ao lado dela, espreitou o olho pelo buraco como se fosse um telescópio, e conseguiu distinguir o precioso líquido transparente no fundo.
Seu rosto iluminou de alegria.
"Água, é água, estou salvo".
Introduziu o pico pelo orifício para poder sorver, mas o pobre levou um estalado de campeonato.
Era muito curto para alcançar.
"Nossa, que contrariedade, isso acontece comigo por ter nascido corvo em vez de garça"
Muito nervoso ele ficou girando em volta do jarro. Ele escavou alguns segundos e ocorreu-lhe que o melhor seria virar e tentar beber a água antes que a terra a absorvesse.
Sem perder tempo começou a empurrar o recipiente com a cabeça como se fosse um touro a bater em outro touro, mas o objeto nem se mexeu e de novo deu de bruços com a realidade: era apenas um corvo fino e frágil, sem força suficiente para derrubar um objeto tão pesado.
"Droga, tenho que encontrar uma maneira de chegar à água ou morrerei de sede".
Ele abanou a pata direita e tentou enfiá-la pela boca do jarro para ver se eu podia ao menos ensopá-la um pouco e lamber algumas gotas. O fracasso foi total porque seus dedos curvados eram muito grandes.
"Que azar, nem cortando as unhas eu poderia estragar esse vaso".
Já estava muito perturbado nessa altura. A angústia que sentia não o deixava pensar direito, mas de maneira nenhuma desanimou. Em vez de desistir, decidiu parar um momento e sentar e refletir até encontrar a resposta para a grande pergunta.
"O que posso fazer para beber a água dentro do jarro? O que posso fazer? "
Tentou relaxar, respirou fundo, concentrou-se, e de repente sua mente clareou. Tinha encontrado a solução para o problema.
"Sim, já o tenho".
Como eu não percebi isso antes?
Começou a apanhar pedras pequenas e colocá-las uma a uma no jarro. Dez, vinte, cinquenta, sessenta, noventa.
Paciência e tesão trabalhou sob o tórrido sol até que quase cem pedras foram ocupando o espaço interior e cobrindo o fundo. Com isso conseguiu o que tanto desejava: que a água subisse e subisse até chegar ao buraco.
"Viva, viva, finalmente consegui"
"Água fresca para beber"
Para o corvo foi um momento de felicidade absoluta. Graças à sua capacidade de raciocínio e perseverança, conseguiu superar as dificuldades e conseguiu beber para salvar a sua vida.
Moral: Assim como o corvo desta pequena fábula, se alguma vez se deparar com um problema o melhor a fazer é acalmar-se e tentar encontrar uma solução serena.
A calma, a lógica e o engenho são fundamentais para sair de situações difíceis e, embora pareça mentira, quando alguém está em apuros, muitas vezes surgem as ideias mais ocorrentes. 👍😁
Retirado da rede
Incentivando a leitura. 📚📚📖📚📚🇲 🇽
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