sexta-feira, 28 de julho de 2023

Sal

*Viver como sal*

*O sal*, embora sendo um elemento essencial na comida, *está sempre escondido.* Nunca sabemos se a *comida tem sal*, a não ser que a provemos. 

*As pessoas geralmente dizem:* gostei da cabidela, do bife, da feijoada; *mas* é raríssimos *as pessoas dizerem:* gostei do sal. Mesmo sabendo que *sem o sal, a cabidela, o bife, a feijoada perderia o seu sabor.*

Quer dizer que apesar de importante *o sal não procura aparecer!*

*Este é um dos segredos para ser feliz nesta vida:* viver *sem* procurar aparecer, *sem* procurar *elogio ou reconhecimento.*

Olha que as pessoas geralmente *são ingratas e algumas até invejosas.*

Se esperares que as pessoas reconheçam *teu esforço para continuares a fazer o bem,* talvez venhas a desistir *muito cedo e vivas angustiado (a).*

*Então exercite-se a viver como o sal*. Viva de tal maneira que as pessoas *não deem conta da tua presença,* mas deem *conta da tua ausência.*

Quem vive assim, *não exige, não reponta, não lamenta;* apenas serve. E quem *serve livremente é mais feliz* do que aquele que serve por *obrigação ou para aparecer.*

*Infelizmente*, nós fazemos quase *tudo para aparecer.* Hoje temos *casas bonitas, carros bonitos, contas bancárias ricas,* mas *estamos vazios por dentro,* porque esquecemos que *a felicidade* está escondida nas coisas *simples, humildes e muitas vezes desprezadas.*

*Conquistamos títulos académicos,* mas *estamos sem conteúdos.*
Chega de ir atrás *dos títulos académicos (licenciatura, mestrado, PhD)* só para enriquecer o *curriculum…*

É hora de *servir* a sociedade com a quilo que *cada um de nós tem.* Não importa se é *muito ou pouco.*

*É hora de ser sal,* nesta sociedade que se preocupa *mais em ser bife, ser cabidela, ser feijoada…*

*Precisamos perceber* que a felicidade *não* está nos holofotes, *não* está na fama. *Até porque são poucos os famosos que são realmente felizes.*

*Precisamos abraçar mais o simples se queremos ser felizes*.

Acredito que *não é por acaso que viemos neste mundo de mãos vazias* e sairemos dele *também de mãos vazias*. Sim, vazias porque *a roupa que o morto leva não é desejo dele,* é desejo dos vivos.

*Portanto,*
Não deixe que a tua *felicidade dependa de outra pessoa*; seja lá quem for. Para tal, *“exija mais de ti e espere pouco dos outros”.* Isto é viver como o *SAL.*
 Desejo o melhor para ti.

 *Para Reflexão*

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